O médico que é formado para trabalhar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) se chama intensivista e sua especialidade é chamada de terapia intensiva.
A terapia intensiva é uma especialidade que foca no atendimento global aos pacientes graves ou potencialmente graves (esses pacientes são aqueles que têm risco de morrer ou de ficar com sequelas graves). Ela surge como conceito no século dezoito, durante o período da guerra Criméia, com intuito de monitorar e padronizar o atendimento a pacientes críticos. A especialidade se formaliza principalmente após o surto de poliomielite nos anos de 1950 onde muitas pessoas precisaram de suporte respiratório.
O médico intensivista é capacitado para realizar diagnósticos e instituir tratamentos de suporte avançado de vida (ventilação mecânica, intubação, uso de drogas vasoativas, hemodiálise, terapia nutricional parenteral...). Sempre pronto para lidar com diversos tipos de pacientes (clínico, cirúrgico, trauma) o intensivista acaba sendo o “gerente” de cuidados do paciente. Ele deve exercer liderança e ter um bom desempenho para trabalhar com colegas médicos de outras especialidades e com a equipe multidisciplinar (enfermagem, fisioterapia, nutrição...).
Além disso a terapia intensiva procura evoluir cada vez mais em áreas como reabilitação, focando em melhorar a qualidade de vida desses pacientes tão complexos permitindo que os mesmo voltem para casa com melhor funcionalidade. Assim, a atuação do médico intensivista ultrapassa as paredes da UTI.